JOÃO RAMALHO


João Ramalho Maldonado, nasceu em Vouzela, localizado no distrito de Viseu, em Portugal, em meados de 1485. Chegou ao Brasil aproximadamente em 1512 e viveu muitos anos entre os índios da região.


João Ramalho foi o primeiro europeu a subir a serra, então chamada de Paranapiacaba (lugar de onde se vê o mar). Foi aceito na tribo dos guaianás pelo cacique Tibiriçá, reconhecido como o principal líder nativo da região. João Ramalho se tornou grande amigo do cacique Tibiriçá e casou-se com a sua filha Bartira, com quem teve inúmeros filhos.

Em 1532, recebe uma expedição estrangeira no litoral, sob o comando de Martim Afonso de Souza, mandado pelo rei de Portugal, D. João 3º, para averiguar as terras do sul, até os limites fixados pelo Tratado de Tordesilhas.

João Ramalho foi um grande colaborador de Martim Afonso, tendo auxiliado na fundação da Vila de São Vicente no dia 22 de Janeiro de 1532. Sua relação com o cacique Tibiriçá facilitou bastante o relacionamento entre colonos e indígenas.

João Ramalho revela ao padre Manoel da Nóbrega, que foi casado em Portugal com Catarina Fernandes das Vacas, a quem jamais tornou a ver. Por esse motivo, em 1550 foi excomungado pelo jesuíta Simão de Lucena, por viver "amancebado" com Bartira. Padre Manoel da Nóbrega escreveu ao reino para saber da existência de Catarina e posteriormente efetuou o casamento de João Ramalho com Bartira, após uma vida em comum de 40 anos. Bartira passou a se chamar Izabel Dias, depois de convertida à religião católica.

João Ramalho acompanhou Martim Afonso de Souza ao planalto de Piratininga, e em 1534, fundou a povoação de Santo André da Borda do Campo (hoje São Bernardo do Campo). Em Abril de 1553 o governador geral Tomé de Sousa, nomeou João Ramalho para guarda-mor do campo e em Julho de 1553 foi nomeado para capitão.


João Ramalho também foi vereador no período de 1553 e 1558 e através da sua dedicação a Santo André conseguiu fortificar a Vila que estava perto da decadência. Em 1560 recebeu a ordem do novo governador geral do Brasil Mem de Sá para transferir todos os moradores para São Paulo e o Pelourinho para próximo do Colégio de São Paulo e, por consequência, extinguir Santo André.

Apesar de contrariado, João Ramalho foi obrigado a morar em São Paulo, onde serviu como vereador de 1562 a 1566. No ano de 1562 foi nomeado pela Câmara Municipal e povo de São Paulo para o cargo de Capitão da Gente, a fim de combater os índios carijós, no Vale do Paraíba, que tinham feito cerco e atacado a vila em 9/7/1562. Nesse combate, a vila foi salva por ele e por Tibiriçá. Em 1564, recusou-se a ser mais uma vez vereador, por contar com mais de 70 anos.

Com muita idade e já cansado, foi viver no Vale do Paraíba entre os tupiniquins. Morreu por volta de 1580 em São Paulo, onde deixou diversos descendentes legítimos e ilegítimos.


Fonte:

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Portal da Câmara Municipal de São Paulo


Tags: João Ramalho, Paranapiacaba, tribo dos guaianás, Tibiriçá, Martim Afonso de Souza, Bartira, Izabel Dias, Vila de São Vicente, Santo André, Vale do Paraíba.

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