COMO AFASTAR ESPÍRITOS OBSESSORES


Segundo Allan Kardec, existem três principais variedades de espíritos obsessores que podem ser classificados como: os simples, os fascinados e os subjugados.


Na obsessão simples, o espírito mau se impõe a um médium nas comunicações que ele recebe e o impede de se comunicar com outros espíritos sérios ou afeiçoados, o médium está ciente que está preso a um espírito mentiroso e este por sua vez não disfarça de nenhuma forma suas más intenções.


A fascinação possui consequências mais graves, é uma ilusão produzida pela ação direta do espírito sobre o pensamento do médium, sendo que de certa maneira lhe paralisa o raciocínio. O fascinado não acredita que está sendo enganado e por esse motivo pode levar o médium a situações comprometedoras e até perigosas.


Na subjugação a pessoa se torna um objeto do mau espírito e pode ser provocada de forma moral ou corporal. No primeiro caso o subjugado é constrangido a tomar resoluções que muitas vezes são absurdas e comprometedoras e que, por uma espécie de ilusão, o médium julga essas atitudes como sensatas, como se fosse uma fascinação. No segundo caso, o espírito atua sobre os órgãos materiais e consegue provocar movimentos involuntários.


Kardec esclarece, no livro dos médiuns, que o termo possessão não é mais utilizado por dois motivos: primeiro, porque indica a crença em seres criados somente para o mal, porém, o espiritismo nos ensina que todos podem melhorar respeitando o seu grau de evolução. Já o segundo motivo para não utilizar esse tema é que indica a ideia de apoderamento de um corpo por um espírito estranho, sendo que no caso ocorre apenas o constrangimento. Dessa forma no espiritismo, há somente os obsidiados, subjugados e fascinados.


A importância de conhecer as três classificações de obsessores, auxilia a identificar quais podem estar manipulando e influenciando de forma negativa as nossas vidas. Alguns sinais que costumam ser facilmente identificados e que podem servir de alerta para os indivíduos estão ligados à falta de paciência, agitação, irritação, fraqueza emocional, dores no corpo, pensamentos negativos, excesso de sono, cansaço físico prolongado, persistência de um espírito em se comunicar, disposição para afastar das pessoas que podem emitir opiniões positivas, constrangimento físico, etc.


Segundo Allan Kardec, o espírito não entra em um corpo como consegue entrar em uma casa. O obsessor identifica-se com um espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, porém, o encarnado é sempre quem atua, conforme quer, sobre a matéria de que está revestido. Dessa forma em todos os casos, só somos obsediados porque permitimos, pois, baixamos nossas vibrações e permitirmos essas influências. Portanto, se nos mantivermos em boas vibrações e dentro da moral cristã a obsessão não ocorre. Essa dominação não se efetua nunca sem que aquele que a sofre o consinta, quer por sua fraqueza, quer por desejá-la. Muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médicos que de exorcismos, têm sido tomados por possessos.


Allan Kardec explica no livro dos espíritos que a melhor forma de nos livrarmos dos espíritos obsessores é cansando-lhes a paciência, não dando nenhum valor às sugestões e mostrando-lhes que estão perdendo o seu tempo. Dessa forma quando não conseguem nada se afastam. A prece é sempre um poderoso auxílio, porém, não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. Sendo assim, é indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus espíritos.

Fonte: Livro dos médiuns e livro dos espíritos

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