A FAMÍLIA NA VISÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA CRISTÃ


A família não acontece pelo acaso, e nem sempre é como desejamos, mas sim como precisamos.

Trazendo para nossa convivência mais próxima antipatias e afinidades, a família é a melhor escola do nosso aprendizado moral[i].

A formação familiar pode acontecer pela união dos casais e pela chegada dos filhos.

Mais que união de corpos, o casamento é união de ideais, afeto, responsabilidade e cumplicidade com o homem ou a mulher ideal às nossas necessidades morais. A cerimônia religiosa ou o papel assinado pouco importam nessa realidade.

Na convivência, quando as diferenças não são vencidas, é natural que a união se desfaça pela separação legal, mas os companheiros permanecerão ligados um ao outro para tentar se acertarem numa outra permanência, até que haja entre eles o amor fraternal.

Se o homem e a mulher aprendem a dividir tudo e a dividir-se a si mesmo um com o outro, a união natural dos sexos se transforma em laços da alma pela lei de amor[ii], estendendo a afeição mútua do casal aos futuros filhos.

Com a chegada do filho na família, chega também a responsabilidade de educar, que vai além de apenas ensinar regras de comportamento, exigindo dos pais observar os defeitos e qualidades do filho para cobrar com afeto a mudança de hábitos[iii], procurando ser o exemplo das lições de Jesus no dia-a-dia.

Através da sensibilidade da mãe às vibrações dessa nova pessoa, a educação pode começar antes do nascimento, através da conversa com o bebê ainda no ventre para demonstrar afeto, segurança, e construir os laços de afinidade.

Na primeira fase da vida corporal, geralmente até os 7 anos, o espírito ainda está se adaptando ao novo corpo físico e é bastante flexível à orientação dos pais[iv]. Após essa fase sua personalidade ressurge e suas antipatias dentro da família ficam mais evidentes.

Todos aprendem a se resignar, a respeitar, perdoar e amar. Os pais também aprendem a importância de se reeducar e reciclar ideias, para que a educação dos filhos acompanhe as mudanças da realidade.

Na família, através dos pais, irmãos, companheiros e filhos que merecemos, vamos vivenciar mais intensamente as provas que nos colocam frente a frente com as lições de Jesus e nos aproximam de Deus.

Esse encontro providencial é o primeiro modelo de convivência em grupo, onde nos preparamos para aprender a conviver com as outras pessoas na sociedade.

O mérito está na nossa resignação e no saber sofrer, aceitando as dificuldades com coragem e sendo presentes na convivência familiar.

A tão desejada convivência pacífica nos encoraja a ceder e perdoar entre personalidades tão diferentes, e aos poucos, amando uns aos outros, a família carnal pode se transformar em união fraternal.




[i] O Livro dos Espíritos, pergunta 774 e 775; O Consolador, pergunta 110.


[ii] O Livro dos Espíritos, pergunta 696; O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 22.


[iii] O Livro dos Espíritos, pergunta 685;


[iv] O Livro dos Espíritos, pergunta 352 e 385;

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